terça-feira, 28 de junho de 2011

Frio

Vem la de fora, la depois das muralhas e estradas, silencioso, imponente e impiedoso.
Vem junto com a fogueira, a pele, com todo custo para manter aquecido mas parece inviavel manter o calor.
Das árvores sem vida, que se sustentam eliminando o excesso de folhas que serviam apenas para ostentar de sua beleza e grandeza. Acaba com o que plantamos e cultivamos há tempos. Arrasta tudo ainda mais para dentro de suas tocas.
O tempo se alonga como nunca, parece eterno. Ruas vazias. Portas e janelas cerradas. Não há sinal de vida.
Frente fria que está comigo há tantas estações que ja perco a conta. Acho que já me acostumei a esse prolongado solsticio.
Estranho mesmo é que dentro de toda essa muralha, é o onde a temperatura tem a sua mínima, como fonte de todo o frio.

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